Psiquiatra diz que caçar Pokémon é condição para atenção clínica; confira


A febre “Pokémon Go” acaba de iniciar sua infestação no Brasil. Neste game para celular, o jogador precisa vagar pelas ruas da sua cidade para capturar monstrinhos imaginários. O que aparentemente não passa de um simples jogo, assusta profundamente o psiquiatra paulistano Marcelo Baldo Decarli.

Dr. Decarli, especialista com larga experiência em transtorno obsessivo compulsivo, esquizofrenia e Transtorno da Personalidade Esquizotípica, faz um alerta aos parentes e responsáveis daqueles que iniciam a jornada nesse aplicativo. Segundo ele, a caçada por Pokémons virtuais pode ser enquadrado na condição de Transtorno Delirante que, segundo o DSM-V (Manual de Diagnóstico e Estatística), se caracteriza no indivíduo pela presença de um delírio (ou mais) com duração de um mês ou mais.

O psiquiatra afirma ainda que independentemente do impacto direto dos delírios, prejuízos no funcionamento psicossocial podem estar mais circunscritos que os encontrados em outros transtornos psicóticos como a esquizofrenia e o comportamento não é claramente bizarro ou esquisito.

“Parece perfeitamente normal uma vez que todos estão socialmente habilitados por uma indústria de aplicativos de celular. O que eles estão fazendo, na verdade, é nos fornecendo cada vez mais pacientes”, dispara o médico.





Diário Pernambucano
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