Mais reflexão e menos rosas no “Dia Internacional da Mulher”


O Dia Internacional da Mulher tem sido apropriado de forma estereotipada pelo capitalismo e o patriarcado. Se em sua origem esse dia representa a luta das mulheres em uma sociedade extremamente machista, acabou por ser esvaziado de significado e de quase qualquer discussão consciente: se transformou no dia mundial de dar “parabéns” vazios para as mulheres.
E por que deveríamos ser parabenizadas por sermos mulheres? Somos parabenizadas por vivermos em um mundo que nos oprime diariamente, tanto na esfera pública como na esfera privada?
Nesse dia, presentes nos são dados como compensação pelas injustiças que vivenciamos todos os dias? Os “bom dias” educados que recebemos pelo caminho nos são oferecidos em contrapartida a todas as cantadas odiosas que ouvimos nas ruas durante o ano e ao assédio de todos os tipos que sofremos?
A rosa vermelha dada a nós em nossos locais de trabalho são uma reparação por termos salários e empregos piores e por não ocuparmos cargos públicos de importância?
O Dia Internacional da Mulher é parte de uma luta política centenária das mulheres que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), surgiu a partir do Dia Nacional da Mulher nos EUA, por sua vez criado em homenagem às mulheres trabalhadoras do vestuário de Nova York que, no ano de 1908, se mobilizaram em uma greve emblemática. O 8 de Março, desde seu marco originário, foi idealizado como um dia para refletir sobre as lutas, vitórias e desafios das mulheres na sociedade moderna.
Nesse espírito de reflexão e pensando no Brasil, boas notícias que podemos comemorar são a redução de homicídios dentro do domicílio após a promulgação da Lei Maria da Penha, porém os desafios permanecem na luta contra a violência familiar.
s de salário entre homens e mulheres continuam altos e se elevam com o aumento da escolaridade, i.e., quanto mais uma mulher estuda, menos ela recebe (em média) em relação a um homem com a mesma escolaridade (e lembrando que nós mulheres já temos escolaridade média mais alta que a masculina).

Redação com Brasil Debate

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